domingo, 3 de março de 2024

Shayla




Como iniciar isso aqui? Não sei! O bom filho a casa torna... SEMPRE! Sei que já se foram muitos anos desde a minha última aparição por aqui. Minha vida de America tem sido boa, mas acho que até então eu não tinha muitos motivos para volatr, um propósito, sabe? 

Nessa nova fase da minha vida, eu resolvi usar o blog como um desabafo, para que futuramente eu possa voltar e ler histórias/ lembranças boas e ruins da minha vida. Uma amiga muito querida que joga Tarô pra mim eventuralmente, me incentivou a escrever coisas que estou sentindo, como uma espécie de diário, e foi aí que eu tive a ideia de voltar com o blog, já que é eu acho muito mais fácil expor meus pensamento teclando do que escrevendo.

Eu tenho grandes amores na vida vida, uma delas é uma cachorra linda, delicada, amorosa, esperta, comilona e muito feliz, muitoooo feliz mesmo. Ela é o tipo de cachorro que todos gostam, aquele tipo super especial. O nome dela é Shayla, tema dessa postagem. Em maio de 2024 ela fará 9anos de puro charme e simpatia.

No final do mês de janeiro de 2024, eu fiquei muito doente, peguei uma gripe muito forte e mesmo sem fazer o teste do COVID-19, eu tinha certeza de que havia pegado. No começo de fevereiro do mesmo ano, logo após eu ter me curado, a Shayla começou a espirrar. Nós aqui de casa ainda brincávamos "eee.. Shayla, você está com COVID também?". Duas semanas se passaram e os espirros não foram embora e só aumentavam e gotas de sangue começaram a sair da narina direita dela. Decidimos levar ela ao Veterinária e lá foi receitado uma semana de antibióticos, pois pensávamos que ela estaria com uma alergia. Na mesma noite, conversando com o Eric sobre o que havia acontecido na consulta, achamos um tumor no ombro esquerdo dela, bem perto do pescoço.

Uma semana após os antibióticos, eu levei a Shayla de volta à veterinária para o retorno e lá eu mostrei à ela o tumor que estava no ombro da Shayla. A veterinária ficou muito preocupada e no mesmo dia foi feito uma biópsia,feita com microscópios para saber se era um câncer. Uma semana após essa consulta, o resultado do exame saiu e foi dado como células irregulares, o que não significa muita coisa. Naquele mesmo dia, marcamos um cirurgia às pressas para a retirada desse tumor. Se eu não me engano, o resultado saiu numa terça-feira e a cirurgia foi marcada para sexta-feira da mesma semana.

O dia da cirurgia chegou e no horário combinado eu deixei a Shyla na veterinária. Uma hora depois, eu recebi uma ligação da Doctor Sheppler dizendo que ela tinha encontrado coisas estranhas no pulmão da Shyla e que à preocupava. Ela então, iria encaminhas as radiografias para um especialista e assim que tivesse as respostas, ela me ligaria novamente. 

Eu nem sei como explicar essa 1 hora e meia de espera. Eu olhava o telefone de 2 em 2 minutos e chorava. Eu chorada de trsiteza, de medo, de não entender o motivo de tudo aquilo e tudo tão rápido, tão inesperado. A ligação finalmente chegou e o meu coração só faltou a saltar pela boca. Com uma voz animada e forte, ela nos disse que não havia nenhum perigo no pulmão dela e que ela, a veterinária, estava pronta para começas a cirurgia, se nós estivéssemos de acordo. Perguntamos então sobre o nariz, ela respondeu que não havia feio o raio x ainda, pois a Shayla só seria sedada perto da hora da operação.

O alívio foi imediato, toda aquela dor que eu estava sentindo foi envolta por uma paz tranquilizadora. Eu ainda estava adormecida de tantas lágrimas que derrubei, mas estava com o coração cheio de esperança que a minha bebê, a minha primeira cachorra da vida, não tinha a maldita doença. No começo da tarde, a Doctor Sheppler ligou dizendo que a cirurgia tinha sido um sucesso e que o nódulo havia sido retidado. Ela continuava com a voz feliz e orgulhosa do trabalho que ela realizara. 

Quando perguntamos sobre o nariz, ela disse: "me desculpa, mas tudo indica que ela tem um tumor no nariz".

Sinceramente, eu estava tão anestesiada de tudo que já havia acontecido, que na hora que ela estava falando, eu não tinha certeza de que eu tinha entendido tudo. Parecia mentira que eu estava escutando aquilo novamente. Na minha cabeça só vinham pensamentos de "como que isso aconteceu? Porque a Shayla? Ela tinha dito que ela não tinha câncer, como que agora ela tem novamente?"

Fomos buscar a Shayla na veterinária e ela nos mostrou o nódulo e os raios x que ela havia feito e o que havia chamado à atenção dela. Aquela noite foi a pior noite da minha vida!






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