quinta-feira, 7 de março de 2024

Crianças

 As crianças são muito engraçadas! Eu tenho uma criança de 3 anos e ela é muito espontânea e sincera. Antes de começar a escrever esse post, eu fui colocar ela para tomar banho e com a maior sinceridade sem filtro que ela tem, ela virou pra mim e disse "o seu cabelo está bagunçado, você precisa ir pentear. O meu cabelo não está bagunçado, ele está lindo". 

Apesar desse turbilhão de acontecimentos na minha vida, é muito bom ter ela por perto. Eu sei que ela sente que algo está errado, pois ela já me viu chorando algumas vezes. Logo que recebemos a notícia sobre um possível câncer no pulmão da Shayla, eu estava no escritório conversando com o Eric que estava trabalhando em casa e aos prantos eu contava que a veterinária tinha ligado e tal. Ela veio até mim, com a delicadeza e gentileza na voz e disse: "calma mamãe, calma....vamos contar a até 4.. 1,2,3,4. Tã melhor? 

Acho que estou fazendo algo certo com ela, pois ela lembrou da forma como eu tento acalma-la e tentou usar a mesma técnica comigo. Nós adultos somos muito duros e moldados nas formas em que a sociedade nos coloca. As vezes eu sinto falta de ser criança. Sinceridade em crianças é um coisa bonita, "nossa, que esperta...", tentar ser sincera despois de adulto! Nossa, que pessoa grossa e sem educação.

Outro dia estávamos no quarto dela, prontos para ler livros antes de ir dormir. Não me lembro exatamente o que estávamos conversando, acho que algo sobre o Eric ser alto. Do nada ela vira brava pro Eric e diz, não, você não é alto, a mamãe é ALTA e MAGRA. ahahahahahaha..... Crianças são sinceras não é mesmo?

 Ela é realmente muito especial, acho que se não fosse por ela eu estaria deitada na minha cama sem vontade de nada, mas por ela eu me levanto todos os dias!


terça-feira, 5 de março de 2024

Mais um dia

A vida adulta não está sendo fácil, mas a minha infância também não foi um das melhores. A cada dia que passa eu fico pensando no dia em que essa tempestade vai passar e quando eu vou conseguir respirar novamente. 

Hoje, nós levamamos a Shayla em um veterianário e marcamos o dia final de que iremos saber o que ela tem no nariz. Hoje também nós recebemos o resultado da biópisia que foi feita no tumor que foi retirado dela a 2 semanas atrás. A veterinária ligou e disse que deu câncer.

Eu sinto que não tem muito mais para onde correr. Estamos chegando a um ponto que não adianta mais pensar que o que ela tem no nariz é algo diferente do que todos os outros resultados. Ta ai, olha a minha ansiedade falando novamente.

Como eu disse anteriormente, uma vez uma amiga disse que para Deus não existe o impossível! 

É muito difícil se manter positiva recebendo predradas de todos os lados. Porque será que isso tudo está acontecendo? Qual a lição que eu tenho que aprender? Cara, que difícil isso!! Não tem nada que a gente possa fazer para mudar tudo isso? Eu sinto que a minha mente sempre volta ao passado, "nossa, como eu queria voltar uns 2 meses". Eu estava indo tão bem, me curando das minhas dores.

Eu estou seguindo uma psicóloga chamada Nanda Perin. Ela tem um canal chamado PSi Mama. Ela participou também de vários podcasts e eu já assisti quase todos. Nesse que eu estou assistindo, ela fala muito sobre a nossa criança interior e as coisas que a gente não se curou dessa época.

Após o jogo do Tarô, ficou muito mais claro que tudo o que eu sou hoje, é um reflexo da minha infância e todas as minhas dores daquela época, estão presente nas minhas atitudes atuais. Nossa, quase 39 anos para aprender isso. Agora eu estou tentando descobrir, refletir e tentar melhorar comigo mesmo. Como eu sou carrasca comigo. Como eu me cobro das coisas. Eu sinto uma culpa muito grande por tudo que dá errado na minha vida. Tá, acho que eu sou super controladora e isso explica muito sobre tudo. hahaahha...

        Conversando com a minha mãe sobre essa psicóloga e sobre a sua metodologia, eu perguntei                  para a minha mãe o motivo dela ter me educado boazinha. Eu sempre fui uma crainça besta  (pelo          menos hoje eu me vejo assim). Eu lembro de ir em uma festa de aniversário de uma amiga da                  escola e sair de lá chorando, porque ela tinha me excluído do grupinho de meninas. Eu nunca fui            reativa, eu só chorova. Me parece que hoje eu continuo igual, mas o tema amigas eu vou deixar               para um próximo dia.

Mais um dia se passou, mais um dia incerto sobre as coisas...mais um dia em que a minha ansiedade venceu e mais um dia em que a minha mente zuou de mim. Estou destruída emocionalmente e eu espero que isso passe logo.

  




segunda-feira, 4 de março de 2024

Sem título

 

Quantas vezes você respirou fundo hoje? Eu descobri que eu não respiro fundo quase nunca. É como beber água, eu estou fazendo uma força tremenda para beber mais água durante o dia e ainda falho com essa meta. Hoje, eu percebi um gatilho que o meu cérebro estava me mandando e depois de 2 dias sem chorar, eu voltei a derramar umas lágrimas. 

Depois do último jogo de tarô que eu fiz com a minha amiga, muitas coisas mudaram na forma como eu me vejo. Eu percebi que existe um "a.L. - d.L"na minha vida. Depoisque a minha filha nasceu, existem muitas coisas que eu não me lembro. Eu sinto como se eu tivesse apagado esses 3 anos. Como se nada mais existisse na minha vida além da minha neném. Não que isso seja ruim ou que eu me arrependa de ter tido ela, mas de uma certa forma, me faz sentir culpada por não ter tomado conta das coisas ao meu redor.

De acordo com as cartas do tarô, eusou uma pessoa completamente ansiosa e controladora. Eu venho percebido isso já faz um tempo, claro que d.L. Eu sinto que seeu deixar a tarefa para outra pessoa, nada vai acontecer. Geralmente isso acontece, porque por mais que dê tarefa aos outros, eu ainda tenho que manter essa tarefa na minha mente e perguntar se ela foi realizada e 60% das vezes a pessoa esqueceu, pois não fez na hora que eu pedi.

Por conta disso, eu tomei toda a tarefa de cuidar de uma criança para mim. Como todas nós mulheres sabemos, filhos são da mãe, o pai é o provedor da casa ou nem existe em muitas famílias. Eu tive a sorte de conhecer algum pais super presentes. Pais esses que sabiam muito mais da criança do que a mãe, pois a mãe era a provedora da casa. Foram poucos que consigo até contar nos dedos. Isso não é uma reclamarão, pois na logística da nossa família, esse foi o papel que eu decidi executar.

Com tudo isso, eu acabei voltando tudo para um único ser e me esqueci de que sou mãe dos meus filhos peludos. 

Com a doença da Shyla, esses questionamentos atormentam a minha cabeça. "onde que eu estava que eu não percebi o tumor no ombro dela? Será que eu deveria ter procurado o veterinário antes, quando ela começou com os espirros?" Essas são perguntas que infelizmnete eu não vou ter respostas. Os dias estão passando e o meu gatilho de hoje foi, menos um dia sem ela.

         Existe uma prática de oração havaiana chamada Ho’oponopono e se você não                       conhece, eu te aconselho a pesquisar sobre ela. Eu tenho feito diáriamente,                           sempre a noite antes de dormir. Eu estou à espera de um milagre? Não sei! As vezes           eu sinto falta de mim quando eu era mais jovem, parecia que os problemas eram                 menores.

             










domingo, 3 de março de 2024

Shayla




Como iniciar isso aqui? Não sei! O bom filho a casa torna... SEMPRE! Sei que já se foram muitos anos desde a minha última aparição por aqui. Minha vida de America tem sido boa, mas acho que até então eu não tinha muitos motivos para volatr, um propósito, sabe? 

Nessa nova fase da minha vida, eu resolvi usar o blog como um desabafo, para que futuramente eu possa voltar e ler histórias/ lembranças boas e ruins da minha vida. Uma amiga muito querida que joga Tarô pra mim eventuralmente, me incentivou a escrever coisas que estou sentindo, como uma espécie de diário, e foi aí que eu tive a ideia de voltar com o blog, já que é eu acho muito mais fácil expor meus pensamento teclando do que escrevendo.

Eu tenho grandes amores na vida vida, uma delas é uma cachorra linda, delicada, amorosa, esperta, comilona e muito feliz, muitoooo feliz mesmo. Ela é o tipo de cachorro que todos gostam, aquele tipo super especial. O nome dela é Shayla, tema dessa postagem. Em maio de 2024 ela fará 9anos de puro charme e simpatia.

No final do mês de janeiro de 2024, eu fiquei muito doente, peguei uma gripe muito forte e mesmo sem fazer o teste do COVID-19, eu tinha certeza de que havia pegado. No começo de fevereiro do mesmo ano, logo após eu ter me curado, a Shayla começou a espirrar. Nós aqui de casa ainda brincávamos "eee.. Shayla, você está com COVID também?". Duas semanas se passaram e os espirros não foram embora e só aumentavam e gotas de sangue começaram a sair da narina direita dela. Decidimos levar ela ao Veterinária e lá foi receitado uma semana de antibióticos, pois pensávamos que ela estaria com uma alergia. Na mesma noite, conversando com o Eric sobre o que havia acontecido na consulta, achamos um tumor no ombro esquerdo dela, bem perto do pescoço.

Uma semana após os antibióticos, eu levei a Shayla de volta à veterinária para o retorno e lá eu mostrei à ela o tumor que estava no ombro da Shayla. A veterinária ficou muito preocupada e no mesmo dia foi feito uma biópsia,feita com microscópios para saber se era um câncer. Uma semana após essa consulta, o resultado do exame saiu e foi dado como células irregulares, o que não significa muita coisa. Naquele mesmo dia, marcamos um cirurgia às pressas para a retirada desse tumor. Se eu não me engano, o resultado saiu numa terça-feira e a cirurgia foi marcada para sexta-feira da mesma semana.

O dia da cirurgia chegou e no horário combinado eu deixei a Shyla na veterinária. Uma hora depois, eu recebi uma ligação da Doctor Sheppler dizendo que ela tinha encontrado coisas estranhas no pulmão da Shyla e que à preocupava. Ela então, iria encaminhas as radiografias para um especialista e assim que tivesse as respostas, ela me ligaria novamente. 

Eu nem sei como explicar essa 1 hora e meia de espera. Eu olhava o telefone de 2 em 2 minutos e chorava. Eu chorada de trsiteza, de medo, de não entender o motivo de tudo aquilo e tudo tão rápido, tão inesperado. A ligação finalmente chegou e o meu coração só faltou a saltar pela boca. Com uma voz animada e forte, ela nos disse que não havia nenhum perigo no pulmão dela e que ela, a veterinária, estava pronta para começas a cirurgia, se nós estivéssemos de acordo. Perguntamos então sobre o nariz, ela respondeu que não havia feio o raio x ainda, pois a Shayla só seria sedada perto da hora da operação.

O alívio foi imediato, toda aquela dor que eu estava sentindo foi envolta por uma paz tranquilizadora. Eu ainda estava adormecida de tantas lágrimas que derrubei, mas estava com o coração cheio de esperança que a minha bebê, a minha primeira cachorra da vida, não tinha a maldita doença. No começo da tarde, a Doctor Sheppler ligou dizendo que a cirurgia tinha sido um sucesso e que o nódulo havia sido retidado. Ela continuava com a voz feliz e orgulhosa do trabalho que ela realizara. 

Quando perguntamos sobre o nariz, ela disse: "me desculpa, mas tudo indica que ela tem um tumor no nariz".

Sinceramente, eu estava tão anestesiada de tudo que já havia acontecido, que na hora que ela estava falando, eu não tinha certeza de que eu tinha entendido tudo. Parecia mentira que eu estava escutando aquilo novamente. Na minha cabeça só vinham pensamentos de "como que isso aconteceu? Porque a Shayla? Ela tinha dito que ela não tinha câncer, como que agora ela tem novamente?"

Fomos buscar a Shayla na veterinária e ela nos mostrou o nódulo e os raios x que ela havia feito e o que havia chamado à atenção dela. Aquela noite foi a pior noite da minha vida!