quinta-feira, 25 de abril de 2024

Infelizmente o dia chegou!

 Como diz o ditado, basta estar vivo para morrer. Infelizmente o dia no qual eu mais temia, chegou! A Shayla morreu.

Eu passei uma semana pensando se eu deveria ou não deixar esse registro por aqui ou não, pois são memórias que me doem muito. Ao mesmo tempo, eu acho que alguns anos mais tarde, vai ser algo útil, pois vou lembrar dos detalhes de como que tudo aconteceu.

Em uma linda e ensolarada tade de Abril de 2024 um anjo subiu aos céus. Em fevereiro nós descobrimos um câncer maligno no nariz e desde de então ela vinha sofrendo por não ser mais ela mesma. A bola que ela tanto amava, já não fazia mais sentido, a comida que ela tanto gostava já não tinha mais sabor, o sol que ela adorava se aquecer, já não era mais quente e os passeios que ela amava, já eram cansativos demais. E assim ela se foi.... fechando mais um ciclo e cumprindo essa linda missão que Deus deu à ela. Obrigada por nos amar tanto Shayla! Você foi e sempre será a primeira cachorra que eu tive o prazer de chamar de minha filha, a primeira cachorra que eu amei inincondicionalmente, a primeira cachorra que foi a minha companheira de todas as horas. Apesar de tudo, eu só tenho à agradecer você por me ensinar o que é o amor.
Rest in Peace!
We love you so much good girl!

Esse foi o texto que eu escrevi no fatídico dia 16 de abril de 2024. Mas vamos voltar um pouco no tempo antes desse dia.
No sábado que antecedeu a Páscoa, o Eric levou a Shayla e a Sasha para passear na nossa vizinhança. Quando eles estavam votando do passeio, eles encontraram com os vizinhos e o Eric parou para conversar com eles e contar o que estava acontecendo com a Shayla. Ela como sempre amável e brincalhona, ficou empolgada com os vizinhos e isso fez com que ela espirrasse muito e jatos de sangue começaram a vazar do seu nariz. O episódio foi tçao grande, que o Eric pegou a mangueira para lavar a calçada cheia de sangue do vizinho. Nesse mesmo dia, eu havia levado a Lyric para fazer uma atividade de páscoa em um parque próximo à casa e quando voltamos, eu percebi que a Shayla estava com dificuldades de apoiar o pé no chão. A Shayla sempre foi afobada e estabanada quando ela estava muito feliz, então, apesar do Eric relatar que nada de diferente aconteceu no passeio para que ela pudesse machucar o pé, eu pensei que ela teria feito algo e por isso ela esta mancando.

Os dias foram se passando e ela continuava com dificuldades para caminhar muito. Eu na minha inocência, tentei colocar gelo, para que talvez, o "inchaço" sumisse e ela pudesse andar melhor, mas nada acontecia. Ela tomava diariamente e 2x ao dia um remédio de dor, mas isso também não colaborou com a pata dela.

Em uma quinta-feira, dia 11 de abril, nós decidimos levar ela na veterinária, pois a perna dela direita, a da pata machucada, estava muito inchada. Parecia que ela tinha elefantíase. O inchaço era estremamente preocupante. A veterinãria checou a perna dela e disse que infelizmente era o câncer se alastrando e que nada ela poderia fazer para amenizar a dor da Shayla, nem drenar aquele líquido seria possível. Voltamos para casa com um sentimento de derrota. Não havia mais nada que nós poderiamos fazer por ela, somente rezar. A essa altura do campeonato, eu rezava para que Deus a levasse embora, pois a última coisa que eu queria ver era ela sofrer mais do que jã estava sofrendo.

Nessa mesma semana, ela começou a babar. Muitas vezes ela se sentava na cama dela que desciamos para ela descansar no andar de baixo, junto com a família, e ela com a boca fechada começava a babar. Ela deixou de querer comer a ração, então passamos a a dar somente a comida molhada. Hoje, eu entendo que como o câncer havia se espalhado, muito provavelmente, ela estava com um câncer bucal, por isso a falta de apetite e a baba. Quem conheceu a Shayla, sabe muito bem o quanto ela era boa de boca. mão havia tempo ruim pra ela quando o assunto era comida. Em janeiro de 2023, ela operou os dois joelhos de uma vez só e tomava remédios muitos fortes para suportar a dor e mesmo assim, deixar de comer não era uma opção.

Quando voltamos da veterinária, eu e o Eric decidimos que se ela amanhecesse igual ela estava nesse dia, nós iriamos levar ela para dormir, pois esse era o sinal que sempre esperávamos dela. O Eric dizia: "o sinal será quando ela não quiser mais comer" e nessa quinta-feira ela nem a comida molhada aceitou.

Umas amigas quiseram vir se despedir dela, então marcamos para o dia seguinte, sexta, dia 12 de abril de 2024. Quando eu acordei, eu recebi uma mensagem de uma amiga do Brasil, perguntando se a gente iria se despedir mesmo dela naquela sexta. A minha resposta foi: "Sim, a não ser que um milagre aconteça e ela acorde bem, que elas desça as escadas por vontade própria e aceite comer sem nenhum problema". Eu coloquei o telefone de lado e fui ao banheiro. Para a minha surpresa, ao sair do baneiro, a Shayla estava lá embaixo bebendo água. Ahhh, detalhe, ela sentia muita sede. Eu nem acreditei quando vi, para mim aquilo tinha sido um milagre! Minha amiga chegou com a sua filhinha e a Shayla ficou muito feliz. Ela teve vontade de deixar no jardim. Fazia um dia lindo de sol e calor. As crianças brincaram la fora no pula-pula e ela ficou ali, perto da gente acompanhando tudo. Ela até comeu pão de queijo.

Sábado, dia 13 de abril, as coisas voltaram a ficar piores. A perna dela estava machucando tanto por causa do inchaço, que durante a noite, ela começou a lamber, tentando curar e acabou abrindo uma ferida. Nós sabenos que quando se tem câncer, os machucados não cicatrizam e assim, a partir daquela ferida a perna dela começou a drenar e relativamente ficou melhor. Nós tinhamos que trocar o bandeide de 2o em 20 min e ele enchia tão rápido que incomodada ela e ela arrancava e voltava a lamber a ferida. Nesses últimos dias, ela infelizmente teve que ficar em um cárcere privado dentro de casa e na cozinha, pois o chão da cozinha era o mais fácil de limpar e ficava perto das coisas que ela precisava, água e comida e também ela estava perto da gente, assim poderiamos vigiar ela e o machucado facilmente.

A partir desse dia a minha vida ficou mais complicada, eu tinha que me dividir em diversas partes, passear com a Sasha que estava ali sofrendo sem atenção e sem entender direito o que estava acontecendo com a irmã dela, dar atenção para a Lyric de 3 anos, dar atençao para os gatos, cuidar dos serviços de casa, estudar para o show com a banda Iron Prophecy que iria acontecer na próxima semana e principalmente cuidar da Shayla. Trocar o bandeide diversas vezes por dia, oferecer água, comida, dar os remédiose principalmente seguir ela toda vez que ela ia beber água, pois ela pingava sangue da perna e espirrava sangue pelo nariz. Fora que aproveitar os últimos momento que eu sabia que estavam por vir.

Domingo e segunda-feira os dias foram iguais. Não haviam melhoras, mas eu sabia que ela estava sofrendo, apesar de estar lúcida. Ela prestava atenção em tudo o que acontecia na casa. Ela atendia toda vez que falavamos o seu nome e escutava muitíssimo bem a palavra tomate e levantava pra comer. Tomate foi uma das únicas coisas que ela nunca deixou de comer e de se animar com a palavra tomate.

Terça-feira, dia 16 de abril de 2024, eu estava exausta. Eu sei que não é sobre mim, mas sim sobre ela e ela estava sofrendo. Eu levei a minha mãe no dentista e na volta eu sentia que algo deveria ser feito. Eu conversava com o Eric no telefone e ele não me dava um resposta, uma decisão sobre terminar com o sofrimento dela. Ela estava igual desde de sábado, com excessão à perna dela que estava menos inchada, mas continuava sangrando. Eu decidi ligar para uma outra amiga e contar tudo, exatamente tudo isso que eu escrevi, tim-tim por tim-tim. Contei que eu estava angustiada sobre estar fazendo a coisa certa ou não. A Shayla sempre foi muito animada e festeira e esses últimos dias, ela tinha um olhar triste. Na sexta, dia 19 eu e o Eric iriamos tocar em Oregon e passar o final de semana lá e a minha mãe iria ficar sozinha com a Lyric e todos os animais. Uma das minhas preocupação era que a minha mãe não iria dar conta de tudo sozinha e a principal preocupação era de que nesses 3 dias de ausência, a Shayla partisse e eu não iria consegir me despedir dela, ou estar ali do lado dela, caso ela estivesse agonizando ou algo do tipo.

Aquela terça era o dia que tudo deveria acontecer, pelo bom maior de toda a familia. Então, eu tive que deixar a minha criança de lado e sozinha tomar a decisão. Eu tive o apoio do Eric, mas a decisão teve de ser tomada por mim. Essa vida de adulto é muito complicada. Você um dia ama incondicionalmente um animal, aquela que foi a sua primeira cachorra, a sua primeira bebê, a sua primeira filha, a sua companheira fiel. Aquela que pulava de alegrai com a sua chegada, que te deu apoio nos momentos de dor e de doença e no outro dia, você tem que decidir colocar ela para dormir pois não haveria nunca mais uma cura para ela. Eu tive ue perceber que aquele era o ponto final e que de lá pra frente só seria ladeira abaixo.

Ela estava podre por dentro. O cheiro que ela exalava era um cheiro de morte. Aquela não era mais a minha alegre Shayla. Ela não fazia mais o que ela sempre fez como me seguir. Uma semana antes desse dia 16 de abril, ela teve umas atitudes estranhas. por alguns dias, ela queria so ficar perto de mim. Deitava do meu lado da cama no chão, me seguia toda vez que eu ia usar o banheiro. Acho que ela já sabia o que estava acontecendo e queria de uma certa forma, fazer mais uma vez o que ela amava fazer. Depois desses dias, ela já não tinha forças pra ficar subindo e descendo escadas milhares de vezes ao dia.

E assim chega ao dia 16 de abril, mas isso eu vou contar em um próximo post, pois esse sim foi o dia mais difícil e dolorido que eu ja passei nessa minha vida.

Ps: desculpa se eu cometi erros gramáticais. As lágrimas não me deixaram ver 100% o que eu estava escrevendo e revisar o texto vai me trazer muito sofrimento.


Essa é onde a cama dela onde ela passava a maior parte do tempo, na cozinha.


Essa é a foto do machucado da perna.

A perna direita dela super inchada

Última vez que ela quis deitar no jardim, no dia12 de abril de 2024. Antes do ferimento da perna.


quinta-feira, 7 de março de 2024

Crianças

 As crianças são muito engraçadas! Eu tenho uma criança de 3 anos e ela é muito espontânea e sincera. Antes de começar a escrever esse post, eu fui colocar ela para tomar banho e com a maior sinceridade sem filtro que ela tem, ela virou pra mim e disse "o seu cabelo está bagunçado, você precisa ir pentear. O meu cabelo não está bagunçado, ele está lindo". 

Apesar desse turbilhão de acontecimentos na minha vida, é muito bom ter ela por perto. Eu sei que ela sente que algo está errado, pois ela já me viu chorando algumas vezes. Logo que recebemos a notícia sobre um possível câncer no pulmão da Shayla, eu estava no escritório conversando com o Eric que estava trabalhando em casa e aos prantos eu contava que a veterinária tinha ligado e tal. Ela veio até mim, com a delicadeza e gentileza na voz e disse: "calma mamãe, calma....vamos contar a até 4.. 1,2,3,4. Tã melhor? 

Acho que estou fazendo algo certo com ela, pois ela lembrou da forma como eu tento acalma-la e tentou usar a mesma técnica comigo. Nós adultos somos muito duros e moldados nas formas em que a sociedade nos coloca. As vezes eu sinto falta de ser criança. Sinceridade em crianças é um coisa bonita, "nossa, que esperta...", tentar ser sincera despois de adulto! Nossa, que pessoa grossa e sem educação.

Outro dia estávamos no quarto dela, prontos para ler livros antes de ir dormir. Não me lembro exatamente o que estávamos conversando, acho que algo sobre o Eric ser alto. Do nada ela vira brava pro Eric e diz, não, você não é alto, a mamãe é ALTA e MAGRA. ahahahahahaha..... Crianças são sinceras não é mesmo?

 Ela é realmente muito especial, acho que se não fosse por ela eu estaria deitada na minha cama sem vontade de nada, mas por ela eu me levanto todos os dias!


terça-feira, 5 de março de 2024

Mais um dia

A vida adulta não está sendo fácil, mas a minha infância também não foi um das melhores. A cada dia que passa eu fico pensando no dia em que essa tempestade vai passar e quando eu vou conseguir respirar novamente. 

Hoje, nós levamamos a Shayla em um veterianário e marcamos o dia final de que iremos saber o que ela tem no nariz. Hoje também nós recebemos o resultado da biópisia que foi feita no tumor que foi retirado dela a 2 semanas atrás. A veterinária ligou e disse que deu câncer.

Eu sinto que não tem muito mais para onde correr. Estamos chegando a um ponto que não adianta mais pensar que o que ela tem no nariz é algo diferente do que todos os outros resultados. Ta ai, olha a minha ansiedade falando novamente.

Como eu disse anteriormente, uma vez uma amiga disse que para Deus não existe o impossível! 

É muito difícil se manter positiva recebendo predradas de todos os lados. Porque será que isso tudo está acontecendo? Qual a lição que eu tenho que aprender? Cara, que difícil isso!! Não tem nada que a gente possa fazer para mudar tudo isso? Eu sinto que a minha mente sempre volta ao passado, "nossa, como eu queria voltar uns 2 meses". Eu estava indo tão bem, me curando das minhas dores.

Eu estou seguindo uma psicóloga chamada Nanda Perin. Ela tem um canal chamado PSi Mama. Ela participou também de vários podcasts e eu já assisti quase todos. Nesse que eu estou assistindo, ela fala muito sobre a nossa criança interior e as coisas que a gente não se curou dessa época.

Após o jogo do Tarô, ficou muito mais claro que tudo o que eu sou hoje, é um reflexo da minha infância e todas as minhas dores daquela época, estão presente nas minhas atitudes atuais. Nossa, quase 39 anos para aprender isso. Agora eu estou tentando descobrir, refletir e tentar melhorar comigo mesmo. Como eu sou carrasca comigo. Como eu me cobro das coisas. Eu sinto uma culpa muito grande por tudo que dá errado na minha vida. Tá, acho que eu sou super controladora e isso explica muito sobre tudo. hahaahha...

        Conversando com a minha mãe sobre essa psicóloga e sobre a sua metodologia, eu perguntei                  para a minha mãe o motivo dela ter me educado boazinha. Eu sempre fui uma crainça besta  (pelo          menos hoje eu me vejo assim). Eu lembro de ir em uma festa de aniversário de uma amiga da                  escola e sair de lá chorando, porque ela tinha me excluído do grupinho de meninas. Eu nunca fui            reativa, eu só chorova. Me parece que hoje eu continuo igual, mas o tema amigas eu vou deixar               para um próximo dia.

Mais um dia se passou, mais um dia incerto sobre as coisas...mais um dia em que a minha ansiedade venceu e mais um dia em que a minha mente zuou de mim. Estou destruída emocionalmente e eu espero que isso passe logo.

  




segunda-feira, 4 de março de 2024

Sem título

 

Quantas vezes você respirou fundo hoje? Eu descobri que eu não respiro fundo quase nunca. É como beber água, eu estou fazendo uma força tremenda para beber mais água durante o dia e ainda falho com essa meta. Hoje, eu percebi um gatilho que o meu cérebro estava me mandando e depois de 2 dias sem chorar, eu voltei a derramar umas lágrimas. 

Depois do último jogo de tarô que eu fiz com a minha amiga, muitas coisas mudaram na forma como eu me vejo. Eu percebi que existe um "a.L. - d.L"na minha vida. Depoisque a minha filha nasceu, existem muitas coisas que eu não me lembro. Eu sinto como se eu tivesse apagado esses 3 anos. Como se nada mais existisse na minha vida além da minha neném. Não que isso seja ruim ou que eu me arrependa de ter tido ela, mas de uma certa forma, me faz sentir culpada por não ter tomado conta das coisas ao meu redor.

De acordo com as cartas do tarô, eusou uma pessoa completamente ansiosa e controladora. Eu venho percebido isso já faz um tempo, claro que d.L. Eu sinto que seeu deixar a tarefa para outra pessoa, nada vai acontecer. Geralmente isso acontece, porque por mais que dê tarefa aos outros, eu ainda tenho que manter essa tarefa na minha mente e perguntar se ela foi realizada e 60% das vezes a pessoa esqueceu, pois não fez na hora que eu pedi.

Por conta disso, eu tomei toda a tarefa de cuidar de uma criança para mim. Como todas nós mulheres sabemos, filhos são da mãe, o pai é o provedor da casa ou nem existe em muitas famílias. Eu tive a sorte de conhecer algum pais super presentes. Pais esses que sabiam muito mais da criança do que a mãe, pois a mãe era a provedora da casa. Foram poucos que consigo até contar nos dedos. Isso não é uma reclamarão, pois na logística da nossa família, esse foi o papel que eu decidi executar.

Com tudo isso, eu acabei voltando tudo para um único ser e me esqueci de que sou mãe dos meus filhos peludos. 

Com a doença da Shyla, esses questionamentos atormentam a minha cabeça. "onde que eu estava que eu não percebi o tumor no ombro dela? Será que eu deveria ter procurado o veterinário antes, quando ela começou com os espirros?" Essas são perguntas que infelizmnete eu não vou ter respostas. Os dias estão passando e o meu gatilho de hoje foi, menos um dia sem ela.

         Existe uma prática de oração havaiana chamada Ho’oponopono e se você não                       conhece, eu te aconselho a pesquisar sobre ela. Eu tenho feito diáriamente,                           sempre a noite antes de dormir. Eu estou à espera de um milagre? Não sei! As vezes           eu sinto falta de mim quando eu era mais jovem, parecia que os problemas eram                 menores.

             










domingo, 3 de março de 2024

Shayla




Como iniciar isso aqui? Não sei! O bom filho a casa torna... SEMPRE! Sei que já se foram muitos anos desde a minha última aparição por aqui. Minha vida de America tem sido boa, mas acho que até então eu não tinha muitos motivos para volatr, um propósito, sabe? 

Nessa nova fase da minha vida, eu resolvi usar o blog como um desabafo, para que futuramente eu possa voltar e ler histórias/ lembranças boas e ruins da minha vida. Uma amiga muito querida que joga Tarô pra mim eventuralmente, me incentivou a escrever coisas que estou sentindo, como uma espécie de diário, e foi aí que eu tive a ideia de voltar com o blog, já que é eu acho muito mais fácil expor meus pensamento teclando do que escrevendo.

Eu tenho grandes amores na vida vida, uma delas é uma cachorra linda, delicada, amorosa, esperta, comilona e muito feliz, muitoooo feliz mesmo. Ela é o tipo de cachorro que todos gostam, aquele tipo super especial. O nome dela é Shayla, tema dessa postagem. Em maio de 2024 ela fará 9anos de puro charme e simpatia.

No final do mês de janeiro de 2024, eu fiquei muito doente, peguei uma gripe muito forte e mesmo sem fazer o teste do COVID-19, eu tinha certeza de que havia pegado. No começo de fevereiro do mesmo ano, logo após eu ter me curado, a Shayla começou a espirrar. Nós aqui de casa ainda brincávamos "eee.. Shayla, você está com COVID também?". Duas semanas se passaram e os espirros não foram embora e só aumentavam e gotas de sangue começaram a sair da narina direita dela. Decidimos levar ela ao Veterinária e lá foi receitado uma semana de antibióticos, pois pensávamos que ela estaria com uma alergia. Na mesma noite, conversando com o Eric sobre o que havia acontecido na consulta, achamos um tumor no ombro esquerdo dela, bem perto do pescoço.

Uma semana após os antibióticos, eu levei a Shayla de volta à veterinária para o retorno e lá eu mostrei à ela o tumor que estava no ombro da Shayla. A veterinária ficou muito preocupada e no mesmo dia foi feito uma biópsia,feita com microscópios para saber se era um câncer. Uma semana após essa consulta, o resultado do exame saiu e foi dado como células irregulares, o que não significa muita coisa. Naquele mesmo dia, marcamos um cirurgia às pressas para a retirada desse tumor. Se eu não me engano, o resultado saiu numa terça-feira e a cirurgia foi marcada para sexta-feira da mesma semana.

O dia da cirurgia chegou e no horário combinado eu deixei a Shyla na veterinária. Uma hora depois, eu recebi uma ligação da Doctor Sheppler dizendo que ela tinha encontrado coisas estranhas no pulmão da Shyla e que à preocupava. Ela então, iria encaminhas as radiografias para um especialista e assim que tivesse as respostas, ela me ligaria novamente. 

Eu nem sei como explicar essa 1 hora e meia de espera. Eu olhava o telefone de 2 em 2 minutos e chorava. Eu chorada de trsiteza, de medo, de não entender o motivo de tudo aquilo e tudo tão rápido, tão inesperado. A ligação finalmente chegou e o meu coração só faltou a saltar pela boca. Com uma voz animada e forte, ela nos disse que não havia nenhum perigo no pulmão dela e que ela, a veterinária, estava pronta para começas a cirurgia, se nós estivéssemos de acordo. Perguntamos então sobre o nariz, ela respondeu que não havia feio o raio x ainda, pois a Shayla só seria sedada perto da hora da operação.

O alívio foi imediato, toda aquela dor que eu estava sentindo foi envolta por uma paz tranquilizadora. Eu ainda estava adormecida de tantas lágrimas que derrubei, mas estava com o coração cheio de esperança que a minha bebê, a minha primeira cachorra da vida, não tinha a maldita doença. No começo da tarde, a Doctor Sheppler ligou dizendo que a cirurgia tinha sido um sucesso e que o nódulo havia sido retidado. Ela continuava com a voz feliz e orgulhosa do trabalho que ela realizara. 

Quando perguntamos sobre o nariz, ela disse: "me desculpa, mas tudo indica que ela tem um tumor no nariz".

Sinceramente, eu estava tão anestesiada de tudo que já havia acontecido, que na hora que ela estava falando, eu não tinha certeza de que eu tinha entendido tudo. Parecia mentira que eu estava escutando aquilo novamente. Na minha cabeça só vinham pensamentos de "como que isso aconteceu? Porque a Shayla? Ela tinha dito que ela não tinha câncer, como que agora ela tem novamente?"

Fomos buscar a Shayla na veterinária e ela nos mostrou o nódulo e os raios x que ela havia feito e o que havia chamado à atenção dela. Aquela noite foi a pior noite da minha vida!






sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

A volta dos que ainda não foram

Olá Terráquios, tudo joinha?

Depois de uma semana sem aparecer por aqui, hoje eu resolvi dar o ar das graças. Estava aqui pensando com os meus botões... "Como é difícil ser adulto e responsável, né?" É sobre isso que irei falar hoje.

Essa semana que passou, eu fiquei sozinha em casa tomando conta dos meus filhos de 4 patas. Meu querido marido foi viajar à trabalho e eu fiquei. Quando não tínhamos "filhos" era tudo mais fácil, eu poderia até ter ido com ele de férias. 

Os gatos são tranquilos porque eles precisam somente de comida, então não importa muito o quanto de tempo você vai passar fora de casa, que você sabe que eles estarão bem quando você chegar. As cachorras são um pouco mais complicadas por ter a parte do de sair de casa para fazer as necessidades, fora isso elas são tranquilas.

Aqui continua tudo muito novo para todos eles. Os gatos a cada dia descobrem um lugar diferente na casa e isso é super legal. Eu sinto que eles estão amando a nova experiência. As cachorras precisam de mais exercícios. 

O nosso quintal em Denver era enorme e elas saiam, mesmo no inverno, todos os dias para correr. Brincavam e voltavam pra dentro de casa quando já estavam quase congelando de frio. A casa aqui de Oregon tem quintal, mas é todo aberto e o risco delas correm pra rua e serem atropeladas é grande. Aqui não passa tanto carro, mas passa o suficiente pra elas correrem esse risco.

Por conta disso, eu não deixo elas brincarem no quintal sem supervisão e como o frio aqui é maior por ser úmido, eu não consigo ficar muito tempo lá fora. Conclusão, elas não brincam o tanto que elas deveriam brincar. Eu me propus à ir passear com elas sempre que tivesse sol, mas são tantos os afazeres do dia a dia que a preguiça acaba tomando conta.

Cuidar da casa, dos animais, cozinhar, trabalhar e ainda ter tempo pra estudar, escrever no blog e tudo mais em 24h está ficando complicado. Cadê a minha mãe pra me ajudar? Como é o dia a dia de você? Essa pressão existe na sua vida? Como você consegue ter tempo pra tudo e ainda cuidar de si mesma?

Obrigada por ler!

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

O Aparecimento do Sol

 Olá Terráquios, tudo joinha?

   Hoje o Sol resolveu dar o ar da graça e para mim foi a felicidade. Sabe aquela estória de que a gente só dá valor para as coisas que a gente perde? Pois bem... hoje estou entendendo bem isso.
   Em Denver- Colorado sempre temos a presença do sol. São raros os dias que ele não aparece. Mesmo quando neva, ele sempre aparece para derreter a neve e nos presentear com a vista mais maravilhosa do mundo. O estado do Colorado é conhecido como Colorful que na tradução seria colorido. Lá temos todas as estações do ano bem marcantes. Primavera, nascem as flores, verão é bem quente e seco, Outono as folhas caem e inverno neva. A parte mais interessante sobre o Colorado na minha opinião, é que mesmo no inverno quando neva, é difícil ficar cinza o dia todo. Geralmente neva a noite e pela manhã e a tarde o sol vem para derreter tudo.
   Oregon já é um pouco diferente. Ele fica situado às margens do Oceano Pacífico e é conhecido pelas suas florestas que cobrem metade de todo estado. Graças à abundância de florestas, o estado de Oregon é um dos maiores produtores de madeira do país. Outro aspecto geográfico marcante são as chuvas torrenciais comunsem todo ano em Oregon (trecho extraído do site Wikipédia).
  Com essa informação, você consegue perceber o quanto chove aqui. Acho que em quase todos os posts eu vou acabar citando o tempo e consequentemente a chuva. Só lembrando que quando estiver sol eu irei celebrar, hahahaha....
   Voltando ao tema, nunca tinha reparado o quanto o sol me fazia bem. Como sempre o tive no Brasil e no Colorado por onde vivi por 6 anos, nunca me vi sem ele e nunca dei o devido valor que ele merecia. 
   Mais uma lição aprendida... devemos valorizar tudo o que temos, especialmente a Natureza, a sábia mãe do universo.  Ela está sempre nos oferecendo as coisas mais divinas nesse mundo.
Obrigada por ler!

PS: post dedicado ao Sol



   
https://www.google.com/search?safe=off&biw=1517&bih=746&tbm=isch&sa=1&ei=cd0AXMPGFLSr0PEPue2m8Ao&q=Sun+in+Oregon&oq=Sun+in+Oregon&gs_l=img.3...45299.47346..49087...0.0..0.78.141.2......1....1..gws-wiz-img.5M-Nt1WJQd8#imgrc=RU15BChh6VX8fM: